História da Língua Espanhola:

Sua origem remonta aos povos que habitavam o que hoje conhecemos por Espanha antes da chegada dos romanos no ano de 218 a. C.. Estes povos tinham, cada um, a sua própria língua, muitas extintas ou totalmente suplantadas pelo latim, trazido pelos romanos, e a partir do qual se originaria, entre outras línguas, o castelhano, por referência a língua de Castella.

O castelhano, de início, não era mais que um pequeno dialeto restrito ao norte da Espanha, mas que posteriormente viria a se expandir e dar origem ao que hoje se conhece como a língua espanhola. A presença árabe na península ibérica também viria a contribuir muito para influenciar a cultura e particularmente a língua espanhola. Ainda nos dias de hoje é possível detectar em torno de 4 mil arabismos na língua espanhola.

Levando-se em conta o número de falantes, o espanhol é a quarta língua mais falada no mundo (em torno de 400 milhões). Podemos encontra-la em todo o território espanhol, em parte dos Estados Unidos, no México, nos países da América Central e Caríbe, como, Cuba, Costa Rica, República Dominicana, Porto Rico, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá, em países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai e mesmo na Guiné Equatorial e nas Filipinas.

Nas artes, encontramos um grande acervo de herança espanhola como os pintores Picasso, Goya e Frida Kahlo, na música Astor Piazzola, Cameron de La Isla e Buena Vista Social Club, no cimena, Almodóvar e Buñuel e na literatura os grandes escritores como Cervantes, Nebrija, Borges e Lorca, entre outros, além dos mais recentes prêmios Nobel de literatura em língua espanhola: os espanhóis José Echegaray y Eizaguirre e Camilo José Cela, o chileno Pablo Neruda, o colombiano Gabriel García Márquez e o mexicano Octavio Paz.